Logo acima do vão da porta, a luz vermelha indicava que alguém trabalhava. Dentro do laboratório, outras três lâmpadas de mesma cor destacavam no escuro dois corpos entrelaçados e nus da cintura pra baixo.
Dez minutos antes, aproveitando a ausência da monitora - de cama por conta de uma conjuntivite galopante - e a saída do folclórico Seu Francisco para um café, um casal concupiscente adentrou a sala quase escondida no corredor do quinto andar. Libidinosos, entraram discretamente na sala escura, acenderam as libertinas lâmpadas e abriram as torneiras que poucos minutos antes enxaguavam fotografias ingênuas. Na cabeça daqueles dois amantes, o som da água escorrendo pela pia abafaria os uivos e gemidos que estavam por vir.
Cegos pela ardência do amor, não pensaram sequer por um segundo que poderiam ser surpreendidos e, rapidamente, despiram somente as roupas que cobriam suas vergonhas. A bancada, onde anteontem haviam assinado uma efêmera lista de presença, agora servia de apoio para os pares de pernas que se esfregavam e se beliscavam, excitando as veias que palpitavam com fúria em seus membros.
Correndo em busca do gozo e de fluidos inesgotáveis, os dois distribuíam mutuamente mordidas e beijos por toda a extensão de seus corpos. As pernas abertas e convidativas abriram-se ainda mais e respingaram prazer no gélido chão de porcelana assim que ele a penetrou. Ligados um ao outro pela volúpia do coito, abraçaram-se e beijaram-se querendo transformar poucos minutos em eternidade.
Nem os cabelos fora de ordem e um pingo de suor no canto do rosto faziam transparecer tamanho prazer que os dois continuavam sentindo fora do laboratório; a extensão do orgasmo perfeito. O som agudo anunciando a chegada do elevador invadiu os ouvidos dos dois, sensíveis pelo gozo. Entraram calmamente e desceram – em silêncio – os cinco andares em êxtase. Deixaram o prédio com as pernas ainda molhadas.
Dez minutos antes, aproveitando a ausência da monitora - de cama por conta de uma conjuntivite galopante - e a saída do folclórico Seu Francisco para um café, um casal concupiscente adentrou a sala quase escondida no corredor do quinto andar. Libidinosos, entraram discretamente na sala escura, acenderam as libertinas lâmpadas e abriram as torneiras que poucos minutos antes enxaguavam fotografias ingênuas. Na cabeça daqueles dois amantes, o som da água escorrendo pela pia abafaria os uivos e gemidos que estavam por vir.
Cegos pela ardência do amor, não pensaram sequer por um segundo que poderiam ser surpreendidos e, rapidamente, despiram somente as roupas que cobriam suas vergonhas. A bancada, onde anteontem haviam assinado uma efêmera lista de presença, agora servia de apoio para os pares de pernas que se esfregavam e se beliscavam, excitando as veias que palpitavam com fúria em seus membros.
Correndo em busca do gozo e de fluidos inesgotáveis, os dois distribuíam mutuamente mordidas e beijos por toda a extensão de seus corpos. As pernas abertas e convidativas abriram-se ainda mais e respingaram prazer no gélido chão de porcelana assim que ele a penetrou. Ligados um ao outro pela volúpia do coito, abraçaram-se e beijaram-se querendo transformar poucos minutos em eternidade.
Nem os cabelos fora de ordem e um pingo de suor no canto do rosto faziam transparecer tamanho prazer que os dois continuavam sentindo fora do laboratório; a extensão do orgasmo perfeito. O som agudo anunciando a chegada do elevador invadiu os ouvidos dos dois, sensíveis pelo gozo. Entraram calmamente e desceram – em silêncio – os cinco andares em êxtase. Deixaram o prédio com as pernas ainda molhadas.